Atualmente sou pesquisadora pós-doutorada na França (2022 - 2025).
Foi meio engraçado como tudo aconteceu. Comecei a procurar por um emprego no início de 2021, em meio a pandemia, pois finalizaria meu doutorado em agosto do mesmo ano. Meu foco era realizar pós-doc no exterior, pois sei o quanto isto seria importante para alavancar minha carreira. Então na "corrida pelo ouro" estava aplicando para inúmeras vagas de diversas universidades, no mundo inteiro. Sempre que eu via um novo anúncio que fosse relacionado às minhas habilidades (nanotecnologia, síntese e caracterização de nanopartículas, física da matéria condensada), eu rapidamente preparava os documentos e já enviava! E foram dias exaustivos preparando o currículo, carta de motivação, reunindo certificados. Os meses estavam passando, meu doutorado finalizando e o desespero começou a bater. As respostas eram sempre unânimes: sempre me faltava alguma habilidade que a vaga exigia. Em poucos meses, me inscrevi em mais de 21 posições de pós-doc e 10 empresas (incluindo universidades). Cheguei a enviar currículos também para vagas muito fora da minha área (com dor no coração, pois não queria desistir de uma das coisas que mais me dá brilho nos olhos, a minha profissão)!
Até que um certo dia (ainda me lembro bem de quando enviei meu CV para esta vaga específica), encontrei no Research Gate a vaga de pós-doc PERFEITA para mim! O projeto (financiado pela European Research Council) foi criado para correção da ciência, envolvendo sociólogos, filósofos, engenheiros de softwares, historiadores, bibliotecários, comunicadores e nanocientistas. No mesmo instante fiquei encantada com a descrição da vaga, logo me imaginei trabalhando com eles! Eu poderia não apenas continuar me dedicando a minha área de pesquisa, como também ser útil de alguma forma para a sociedade. Não pensei duas vezes, preparei a carta de motivação e enviei meus documentos.

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